O jovem professor de filosofia do primeiro ano enfrentou um dilema comum de fim de semestre em um curso introdutório: uma sessão de duas horas restantes, mas quatro horas de ideias que ainda não haviam sido apresentadas.
Além disso, ele estava perdendo a voz.
O som rouco era uma indicação clara de que bem antes de terminar a palestra de duas horas ele estaria rouco demais para continuar.
Consequentemente, ele teve que ser muito seletivo sobre a ordem em que ele colocou os assuntos que iria discutir.
Convencido de que sua voz não resistiria por duas horas, ele examinou suas anotações, tentando decidir o que poderia ser omitido.
Ele poderia abandonar aquele grande filósofo francês do século XVII? Ou omitir "As Prostitutas", aquela hora divertida em que ele zombou dos filósofos malucos de todas as épocas que trouxeram descrédito à disciplina?
Ele terminou o primeiro semestre com aquela palestra e foi aplaudido de pé por seus alunos.
Embora a palestra "As Prostitutas" fosse estritamente acadêmica, os reitores levantaram sobrancelhas quando ouviram o título atrevido.
A faculdade tinha uma administração conservadora e um campus que ainda tinha um código de vestimenta estudantil.
Então, o que deve ser colocado em primeiro lugar ao organizar suas anotações, sabendo que ele provavelmente não chegaria ao outro tópico?
Ele procurou um colega para pedir conselhos.
O professor mais velho entendia o problema, que todos já haviam enfrentado em algum momento, agravado neste caso pela aproximação da rouquidão.
Seu conselho tinha menos a ver com a importância dos vários filósofos do que com a proteção da chance de retenção de seu jovem colega, o que seria em parte determinado pelas notas de seus alunos no exame final padronizado de filosofia.











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